SUZY CAPÓ

Foi jornalista e produtora cultural, a mulher que abriu os olhos da mídia e da indústria audiovisual brasileira para temátIca da diversidade e das manIfestações da sexualidade. Inserindo no país uma abordagem mais intelectual e criativa sobre temas até então tabus, como a homossexualidade e demais questões relacionadas aos gêneros e práticas sexuais. Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília com mestrado em Teoria de Cinema e Performance na New York University, seu pontapé inicial nessa seara aconteceu no início dos anos 1990, quando trabalhou na curadoria do The Kitchen, instituição cultural de NY com um dos mais importantes acervos de videoarte dos Estados Unidos. Seu primeiro passo foi como curadora convidada do Mix New York, que deu origem ao Festival Mix Brasil, evento do qual era co-fundadora. Foi ela que em 1994, conceituou a sigla GLS, usada para descrever gays, lésbicas e simpatizantes, rapidamente adotada e disseminada em todo o país. Depois de atuar como presidente da Associação Cultural Mix Brasil entre 2003 e 2007 como diretora artística do evento até 2009, ela fundou o Festival Filmes, distribuidora de filmes de nicho. E assim, Suzy Capó inovou mais uma vez ao lançar o primeiro e único selo de distribuição de produções com temática LGBT no país. A rica trajetória profissional de Suzy traz uma vasta lista de ações, seja como curadora, jurada ou produtora de festivais de cinema no Brasil e no exterior, em que destacam-se; Queer Zagreb at Kino Europa, Hamburg Metropolis Kino, Mix Milano at Teatro Strehler di Milano; AluCine — Toronto Latin Media Festival, Q! Film Festival em Jakarta e Bali; Festival Internacional de Cinema de Berlin, Mix Milano, OutFest Los Angeles, Llamale H Montevidéu; Frameline — San Francisco Int'l Lesbian & Gay Film Festival: Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo (KinoForum), Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, Pom Festival, RIO Internacional Film Festival (onde criou o prêmio LGBTQ do festival, o Felix).

She was a journalist and cultural producer, the woman who opened the eyes of the media and the Brazilian audiovisual industry to the diversity of sexuality manifestations. Inserting in the country a more intellectual and creative approach to subjects considered taboos such as homosexuality and other issues related to gender and sexual practices. A journalist graduated from the University of Brasilia with a master's degree in Film Theory and Performance at New York University, her kick-off in this area came in the early 1990s when she curated The Kitchen, a NY cultural institution with one of the most important collections of video art in the United States. Her first step was as guest curator of Mix New York, which led to the creation of Mix Brasil Festival, an event of which she was co-founder. It was she who, in 1994, conceptualized the acronym GLS, used to describe gay, lesbian, and supporters, quickly adopted and disseminated throughout the country. After serving as president of Associação Cultural Mix Brasil between 2003 and 2007 and as artistic director of the event until 2009, she founded Festival Filmes, a niche film distributor. Suzy Capó innovated once again by launching the first and only distribution label for LGBT-themed film productions in the country. Suzy's rich professional career brings a wide list of actions, whether as curator, judge or producer of film festivals in Brazil and abroad, where they stand out; Queer Zagreb at Kino Europe, Hamburg Metropolis Kino, Mix Milano at Strehler di Milano Theater; AluCine - Toronto Latin Media Festival, Q! Film Festival in Jakarta and Bali; Berlin International Film Festival, Mix Milano, OutFest Los Angeles, Llamale H Montevideo; Frameline - San Francisco Int'l Lesbian & Gay Film Festival: São Paulo International Short Film Festival (KinoForum), Brazil Mix Sexual Diversity Film Festival, Pom Festival, RIO International Film Festival (where she created the LGBTQ Award, Felix).